Conhecendo a inclusão

 



Conhecendo a inclusão o terceiro projeto em forma de contação de história de autoria da autora A vida de um Especial. A história conhecendo a inclusão se passa no ano de 1996 onde esta não era muito vista e nem falada, principalmente na cidade de Felipe Guerra, uma cidadezinha pequena no interior.

                Felipe Guerra, uma cidadezinha pequena de poucos habitantes, no interior do RN, em que as pessoas com deficiência eram pouco vista no meio da sociedade, e quando eram vistos eram jugados pelas pessoas, principalmente pelos adultos. Era nessa cidadezinha em que Rebeca, uma menina cadeirante moraria desde de pequena com sua mãe, por conta da deficiência Dona Paula tinha medo de colocar a garotinha na escola temendo a reação das outras crianças.

                Paula e Rebeca, sempre morou em um bairro central perto da família, um bairro que tinha de tudo um pouco escolas, supermercado e posto de saúde, o que facilitava muito a vida de Paula, já que a mesma não tinha transporte, inclusive tinha uma escola que aparentava ser muito boa, a escola dos sonhos, uma instituição que haveria aberto a pouco tempo, mais muito falada no bairro por conter uma equipe pedagógica excelente. 

                Ao Rebeca completar oito anos, Paula mesmo com medo dos preconceito que a filha iria sofrer por conta de sua deficiência, mais infelizmente tinha chegado a hora de começar a frequentar uma escola assim como todas as crianças, foi escola dos sonhos, uma instituição pequena, muito falada pelo bairro, onde todos os seus sobrinhos estudavam lá, então, Paula decidiu ir conhecer.

                Foi ai em que Paula pode conhecer a equipe escola dos sonhos, uma escola de uma equipe excelente, porém, no primeiro momento a escola pode rejeitar Rebeca, pedindo a sua mãe que durante aquele respectivo ano ela pudesse continuar ensinando a menina em casa, mais com um único objetivo, para que durante a escola pudesse passar o ano todo trabalhando com os seus alunos a importância da inclusão, especificamente na sala do terceiro ano a que futuramente iria ser a sala da menina.

Por alguns segundos Paula pode sair da escola dos sonhos muito desmotivada, pois tudo o que queria era que sua filha apesar de sua deficiência levasse uma vida normal assim como todas as crianças, mais pensando pelo outro lado a escolar teria razão, Rebeca era uma criança com deficiência, e infelizmente a inclusão naquela época não era muito vista, existiam preconceito pela parte dos adultos, e imaginem nas crianças? Onde tudo que é dito pelos pais para as crianças é lei.

 Olhando pelo outro lado equipe pedagógica teria razão, eles apenas estavam se preocupando com o bem estar da menina, não queria que a mesma sofresse preconceitos nem maltrato vindo das outras crianças, nem mesmo desmanchando a ideia de que algum dia Paula haveria montado na cabecinha de Rebeca sobre o que seria um ambiente escolar.

Com certeza, os pais, ainda quando os seus filhos são pequenos antes mesmo que eles possam iniciar a sua vida escolar eles tem o papel de repassar a ideia para criança sobre o que seria um ambiente escolar? Será se eles irão gostar?  Como será a etapa daquela nova vida que ela irá iniciar? Será se eles irão gostar? Repassando sempre para criança que o mundo escolar é um mundo encantado fazendo com que a mesma se sinta motivada a iniciar a sua vida escolar.

E foi assim que Paula, passou os cinco anos da vida de Rebeca, trabalhando com a menina o que seria um ambiente escolar,  e agora iria continuar trabalhando com ela aos seis anos até que chegasse o momento da menina começar a frequentar um ambiente escolar, mais infelizmente para Rebeca seria diferença, por conta de suas limitações, Paula não saberia qual seria a reação das outras crianças ao receber a menina, e se por conta de sua deficiência ela 

viesse a sofrer preconceito ou isolamento das outras crianças? Com isso Ela iria chegar a sofrer muito e isso poderia desmanchar o conceito que algum dia a sua mãe haveria plantado em sua mente como era uma escola.



                Rebeca uma menina com deficiência fisíca que nasceu no ano de 1989, um periodo em que a inclusão não era muito vista, e o preconceito existia por conta das outras crianças, talvez quem sabe não fosse nem por conta das outras crianças, e sim, pelos pais, pois na época de seus pais as pessoas que nasciam com dêficiencia eram coondernados a morte, ou até mesmo ao fundo de uma rede, estudar juntamente com as outras crianças, até poderiam, mais isso era sinônimo de medo, não para as crianças, e sim, para os pais atipicos que teriam medo das outras crianças desprezarem os seus filhos só porque teria deficiência.

                Com o passar dos anos, Rebeca foi crescendo, e mesmo com toda a sua limitação se demonstrava muito inteligente, tudo o que ensinava aprendia com muita facilidade, Paula, a sua mãe, aproveitava a habilidade da filha tinha e ensinava em casa, porém iria chegar um momento em que ela não iria dar conta de todo o conteúdo e precisaria encarar o medo de por Rebeca em uma escola, mais o que confortava o seu coração era que isso  só aconteceria em um futuro bem distante, quem sabe daqui a uns cinco ou seis anos, e quem sabe daqui para lá a inclusão não fosse mais reconhecida e as crianças com deficiência não fosse mais aceita?

                É... pensamos que daqui a cinco ou dez anos se passam devagar, que a realidade poderia ser outra, que as crianças com deficiência não fosse mais vistas pela sociedade como pessoas estranhas, mais felizmente, Paula, se enganou, os anos se passavam, Rebeca cresceu, chegou a hora da menina iniciar a sua vida escolar e com toda a habilidade que demostrava em aprender, com certeza, haveria um belo futuro pela frente, o que faltava mesmo era a sua mãe encarar o medo de te coloca-la na escola.

                Os anos se passavam de presa, consequentimente Rebeca iria ficando mais velha, e por mais que o tempo tenha passado felizmente a inclusão não era bem vista na cidade, Paula não lembraria de ter ouvindo nenhum relato de pais atípicos que havia colocado os seus filhos na escola. Mais mesmo com medo, Paula teria que enfrentar e coloca-la a filha para dar inicio a sua vida escolar. 


 

                                  1996, mais um ano se aproximava, naquele ano Rebeca completaria 08 anos de idade, e nada de Paula decidir a sua vida escolar, mais não era por falta de interesse, e sim, por medo, já que naquela época a inclusão não era bem aceita, ainda mais em uma cidadezinha como Felipe Guerra que a inclusão não era muito vista, Por mais que Paula conhecesse outras mães atipicas a que viajaria todos os dias para Mossoró em busca dos tratamentos dos seus filhos (a) mais nenhum deles seria igual a Rebeca.

                                  Foi ai que Paula pode se lembrar da escola dos sonhos, uma instituição pequena, que ficava próximo a sua casa, que era muito falada pelo bairro, por ter uma equipe pedagógica muito dedicada e acolhedora, fazendo o possível para adaptação da criança, com certeza a sua filha iria se dar muito bem nesse novo ambiente   Então Paula decidiu ir lá conhece-la e quem sabe já matricular a sua filha. Ao chegar na instituição    Paula, como já esperava foi bem recebida por todos, chamando a diretora para uma conversa, ao entrar na sala da diretora Paula foi logo falando:

- Oi, prazer, o meu nome é Paula

A diretora abriu um enorme sorriso e respondeu:

- Oi, Paula, prazer, o meu nome é Larissa, em que posso ajudar?

E então Paula começou a falar

- Ouço muito a falar da sua escola, que vocês tem  uma equipe excelente muito acolhedora e dedicada com os seus alunos,  e eu tenho uma filha cadeirante, apesar de sua deficiência ela é muito inteligente, aprende as coisas com muita facilidade, e como ouço muito falar dessa escola, queria muito poder matriculá-la em sua instituição.

- Quantos anos ela tem? Pergunta a diretora

- Tem sete, irá fazer oito

- Ela vem de qual instituição?

- Não, até o momento não coloquei ela em nenhuma escola, justamente, porque ela é cadeirante e eu tenho medo das reações das outras crianças, de como irão receber, que como você sabe a inclusão não é muito vista aqui na cidade, mais desde dos dois anos de idade que eu ensino a ela em casa

- E porque você só neste ano pensou em procurar uma escola para ela? Perguntou educadamente a diretora.

 


Explicou Paula:

- Bom, primeiramente, como você sabe moramos em uma cidade pequena, nas ruas quando estou passeando com Rebeca em sua cadeira de rodas, percebo muito o olhar dos adultos julgando a minha filha. Imagine o olhar de uma criança que ainda não conhecem o que é deficiência? Tenho medo de que ela venha a sofrer preconceito na escola e com isso se desiluda com a imagem que sempre venho repassando para ela do que é uma escola. Rebeca, apesar de suas limitações, é muito interessada, aprende com muita facilidade, e eu não queria desperdiçar isso da minha filha, mais a cada ano que passa os conteúdos irão se estendendo e sei que vai chegar um momento que não vou poder mais ajudar a minha filha, pensei em um professor particular, mais queria que ela convivesse com as outras crianças.

                   Larissa, a diretora da escola, pode compreender o lado de Paula entendendo exatamente o que ela queria dizer, a cidadezinha pequena em que elas moravam eram realmente muito pequena cm numero reduzido de habitantes, e a inclusão não era muito vista, com certeza, havia riscos sim de Rebeca sofrer preconceitos das outras crianças, mais por outro lado Larissa queria preservar a imagem de sua escola, sem que prejudicasse os pais dos outros alunos. Então continuou aquela conversa amigável com Paula.

- Olha Paula, eu entendo perfeitamente o seu lado, realmente a inclusão pode ser vista sim, mais infelizmente não é, algumas pessoas chegam a entender, já outros chegam a ignorar uma criança com deficiência, imagine uma criança sem entendimento como será que vai reagir? Podemos ensinar a nossos alunos a não maltratar, sim podemos, inclusive acho que é o nosso dever como 

 


educadores, mais nunca pensamos em falar sobre a inclusão ainda no ensino fundamental. Então Paula, posso te sugerir uma coisa?

- Sim, Claro

- Agente não queria perder Rebeca, nem queremos que ela se sinta desprezada pelas outras crianças que com certeza isso irá prejudicar muito a sua aprendizagem e ela pode desmanchar a ideia que um dia você construiu sobre o que é escola, concorda comigo?

- Sim



- Então Paula, queria te pedir para que durante esse ano letivo, você ainda possa continuar ensinando Rebeca em casa, enquanto isso, a gente possa está aplicando um projeto sobre a inclusão em toda escola e principalmente na futura sala que ela venha a estudar com o objetivo de que no ano que vem os amiguinhos dela possa estar mais acostumado com uma criança com deficiência e não excluírem nem maltratarem Rebeca, pode ser?

- Combinado, responde Paula.

                Por mais que, ainda não fosse aquele ano que a sua filha fosse iniciar a sua vida escolar assim como haveria previsto, Paula pode sair de lá cheia de esperança sabendo que no ano seguinte Rebeca iniciaria a sua vida escolar assim como toda criança.

                Realmente, Larissa, a diretora da escola, teria razão, em Felipe Guerra, tem poucos habitantes e infelizmente a inclusão não era muito vista, se colocasse a menina naquele determinado ano na escola, sem saber como iria ser a reação das outras crianças poderia correr o risco de acontecer o que ela haveria previsto, por conta de sua deficiência a menina iria se 
 
sentir isolada ou até mesmo desprezada pelas outras crianças, e com isso talvez destruísse a imagem da escola de que um dia ela haveria montado na cabeça da filha sobre o que seria uma escola.



A diretora da escola, ficou muito empolgada com a visita de Paula, como sua escola já era falada na cidade, Larissa só pensava em ampliar o seu trabalho trazendo conhecimento para a sua equipe de professores, e a sua escola sendo a primeira escola em que iria trabalhar com a inclusão na cidade preservando a imagem da instituição e quem sabe no futuro aquela nova escola não se tornaria uma referência na cidade?

                Larissa, saberia muito bem que teria uma equipe excelente que seria capaz de desenvolver todo aquele trabalho e repassar o conhecimento para as crianças.

- O que é inclusão?

- Qual a importância de se incluir um aluno com Deficiência?

                Inclusão, para muitos um assunto difícil de compreender, mais Larissa mantinha sempre uma opinião de que não existe idade fixa para aprender certas coisas, quanto menor for a criança, será mais fácil o aprendizado, lógico que a mesma explicação de uma criança você não irá utilizar com um adulto, pode ser até o mesmo assunto mais a explicação precisa ser diferente de uma forma mais educativa para que a criança tenha mais capacidade em absorver o conteúdo. Durante uma pesquisa na internet, Larissa pode encontrar o determinado site avidadeumespecial.blogspot.com onde falava sobre relatos de uma menina com deficiência na Cidade de Mossoró – RN, onde para a autora do site a sua deficiência não influía em nada em sua vida, teve a oportunidade de estudar e foi muito bem recebida nas instituições por onde passou, hoje, mesmo com suas limitações ela se tornou uma adulta com independência. E pensou “Esse seria o site ideal para trabalhar com os professores”, pois segundo a ela que a deficiência era vista como apenas um detalhe em sua vida e esse simples detalhe não influía em nada em sua vida, ela só teria apenas algumas limitações, mais nada impediria de seguir em frente. Era exatamente essa mensagem em que a pedagógica repassasse para as crianças, que todas as pessoas são iguais, que podem brincar e podem aprender assim como elas a única diferença era que a sua nova amiguinha teria alguma limitação.    


Conhecendo a inclusão e a sua importância, esse foi o tema da primeira reunião do ano de 1996, como base Larissa pode iniciar a reunião apresentando para a sua equipe o site avidadeumespecial.blogspot.com que ela teria acabado de conhecer, relatando para a equipe que a escritora do site era uma menina com deficiência vítima de PC – Paralisia cerebral e que apesar de suas limitações ela sempre levava uma vida normal, hoje ela tem 29 anos e é uma adulta com independência.

                Explicando para a sua equipe o motivo de está apresentando esse site durante a reunião e relatando para eles que pelo menos uma vez por semana queria que os professores trabalhassem esse tema com os seus alunos especificamente na sala do terceiro ano que seria a futura sala de Rebeca que ela sugeriu que abordasse esse tema um dia e outro não. Então, um professor interrompeu a fala da diretora e perguntou:

- Mais as nossas crianças não são muito pequenas para compreender o que é a inclusão?

- sim, mais quanto menor for a criança terá a chance de aprender o temo “inclusão” melhor mais rápido ela irá aprender a lhe dar e respeitar as diferenças, irá compreender que mesmo se um colega esteja em uma cadeira de rodas ou não, não faz nenhuma diferença.

Então o mesmo pode interromper a fala de Larissa e perguntou:

- Mais, existe, algum motivo especifico para a gente está trabalhando sobre a importância da inclusão no dia – a – dia com as outras crianças?

- Sim, neste ano a escola iria receber uma aluna cadeirante, o nome dela é Rebeca ela tem oito anos de idade, a mãe relatou que a menina sempre estudou em casa a partir dos dois anos de idade, segundo a mãe, apesar de sua deficiência a menina demonstrar ser muito inteligente e com certeza irá ter um belo futuro pela frente, mais infelizmente, ela como a sua mãe tem medo de coloca-la a menina na escola por conta do maltrato ou do isolamento das outras crianças, e por conta disso a menina acabasse desconstruído a imagem escolar que a mãe sempre haveria mostrado para ela. Então pude concordar com a mãe e pedir a ela que durante esse ano continue ensinando a menina em casa para que a gente pudesse preparar os nossos alunos para recebe-la

- Ah entendi


 

                A professora Cinthia a mais interessada no assunto, pois no futuro será a professora de Rebeca, sabia que neste ano a sua missão era repassar para os seus alunos a importância da inclusão, rapidamente entrou no determinado site e viu que a autora havia terminado de 

 

publicar naquele instante “O poder que uma cadeira de Rodas tem” onde relata a sua segunda participação em um baillet inclusivo. E com isso pode se perguntar para ela mesma “mais existe baillet inclusivo? Sabemos que o Baillet inclusivo é composto bailarinas e é um tipo de dança muito difícil que requer muito o movimento das pernas, então como pode existir o baillet inclusivo, e com isso rapidamente ela pode chamar a atenção da diretora

- Larissa, olha ai o texto em que encontrei, um texto perfeito para começar o ano com os nossos alunos, “o poder que uma cadeira de rodas tem” fala sobre um baillet inclusivo que a autora teve a sua segunda participação.

Então um dos professores perguntou admirado:

- Baillet inclusivo? Como funciona?

Larissa pode interromper antes que Cintia pudesse responder aquele professor falando com muita empolgação

- Está vendo é esse tipo de curiosidade que devemos repassar para os nossos alunos, passando para eles o ensinamento de que não devemos julgar uma pessoa só porque tem deficiência, essas pessoas são capazes de tudo, de aprender, de participar das brincadeiras do jeito que eles podem, enfim, que a deficiência não é motivo de isolamento, afinal, isolar para quê? Assim como em alguns momentos quando Rebeca vir a ser nossa aluna em algumas ocasiões precisamos adaptar certas coisas para poder inclui-la e tenho certeza que as nossas crianças são capazes de usarem a sua imaginação para adaptar suas brincadeiras só para poder incluir- lá.


                E iniciasse mais um ano letivo na escola dos sonhos, Cinthia assim como Larissa haveria pedido em seu primeiro dia de aula já foi trabalhando sobre o que era deficiência com os seus alunos, e foi iniciando a aula com a seguinte pergunta:

- Hoje iremos falar sobre o dia três de dezembro, vocês sabem a importância dessa data?

E então uma determinada aluna questionou

- Mais tia, agora que estamos em fevereiro, e você já estar falando sobre o dia três de dezembro?

- Eu sei, é porque é importante. Dia três de dezembro dia internacional da pessoa com deficiência, vocês já viram uma pessoa com deficiência? Cinthia pergunta para a turma:

- KKK, como a gente vamos ver, se a minha mãe disse que essas pessoas não saem de casa, elas nascem para serem eternos bebês.

A professora surpreendeu a aluna e explicou:

- Nada disso, as pessoas com deficiência podem sair de casa sim, ter o privilégio de estudar e levar a sua vida normal, tem deles que andam, já os que não andam usam a cadeira de rodas para se locomoverem.

- Tia, mais o uso de uma cadeira de roda não torna mais difícil a vida dessas pessoas? Pois a cadeira de rodas sempre precisa do outro para empurrar. Pergunta a aluna, afirmando sua resposta.

- Não, nada disso, nós que já aprendemos a andar e temos a nossa independência, o uso de uma cadeira de rodas se torna difícil, temos a sensação de que impossibilita muito a nossa 

 

independência, mais já para quem é dependente, a cadeira tem outra visão para eles, que é um sinônimo de independência. Vocês sabiam que um cadeirante é capaz de brincar com vocês?

Então uma das alunas perguntou um pouco confusa

- Com a gente? Como uma cadeirante é capaz de brincar com a gente, se elas nem andam e muito menos corre?

A professora respondeu:

- Sim, com vocês, vocês podem usar a criatividade de vocês reinventando a brincadeira para que a mesma se sinta incluída.

- Como assim tia?

                Aproveitando aquela empolgação e interação das crianças ao receptivo assunto, Cinthia falou sobre as brincadeiras durante a aula, como elas poderiam brincar com um alguém em uma cadeira de rodas? Será se existe algum jeito de incluir a minha futura colega que é cadeirante? Cinthia como uma boa professora, ao invés de usar o termo “adapta”, usou um termo mais fácil para compreensão das crianças e também para chamar a atenção delas deixando elas mais incentivadas usando o termo “Pensando em uma nova forma de brincar”.

- Tia, e um aluno com deficiência pode brincar igual as outras crianças? Perguntou Erica, uma aluna

- Sim, pode e deve, um aluno com deficiência pode participar de todas as brincadeiras com vocês, é só pensamos em uma nova maneira de brincar, como por exemplo, eles podem explica a professora:·     

 

Jogar vôlei: sim, um cadeirante pode sim jogar vôlei no meio das outras pessoas sem deficiência enquanto as pessoas usam as pernas para correr um cadeirante usam as mãos para guiar a cadeira de rodas, com o objetivo de fazer aquela criança que possui deficiência se sentirem cada vez mais capacitados por estar no meio deles.

·         Pular corda: Enquanto os seus amigos pulam corda o cadeirante pode apenas bombear a corda junto com o seu outro coleguinha, apenas pelo fato dele estar participando daquela brincadeira junto com os outros.

·         Boliche: o jogo do boliche é uma brincadeira legal de fácil acesso tanto para pessoas com deficiência como para as pessoas sem deficiência

·         Esconde – Esconde ou pega – pega: Sabemos que tanto o esconde esconde ou o pega – pega mais conhecido como tica é uma brincadeira de  correr, mais nem por isso aquela criança que possui a deficiência ela precisa ficar excluída, não, as crianças elas tem o coração bom, e  sentem  alegria de ajudarem a coleguinha.

·         Jogar futebol, queimado: quando se tem o amor pela inclusão, as crianças  são capazes de enxergarem os pneus da cadeira de rodas como se fossem as pernas daquele amiguinho incluindo  aquele ele no meio do campo.

·         O volêi: colocando a rede mais baixa facilitando para aquele aluno que estar em uma cadeira de rodas consiga passar a bola pela rede.  

 

 



Então Thaisa, uma das alunas interrope a professora e pergunta:

- Tia, quer dizer que assim como nós podemos brincar uma criança com deficiência mesmo estando em uma cadeira é            capaz de brincar com  a gente?

- é isso ai, responde a professora com muita motivação por ter certeza que o seu desafio foi cumprido.



           Cinthia uma professora dedicada e responsável, durante aquele ano teria a difícil missão de mostrar para os seus alunos a importância da inclusão, como receber e se comportar diante um aluno com deficiência, talvez e diante desses comentários feitos pelas próprias crianças ela irá ter que passar pelo desafio de apagar a imagem que um dia os seus pais haveriam construindo na cabeça dos seus filhos sobre “ o que é uma pessoa com deficiência” para construir outra imagem completamente diferente, mostrando para eles que para eles que não importa se a criança não anda, não fala, ou se precisam de uma cadeiras de rodas para ter a sua própria autonomia, elas são crianças assim como eles e tudo o que querem é ser incluido entre o amigos.

Diante da descobertas das redes sóciais sobre o site A vida De um Especial com alguns relatos vindo da autora que inclusive é uma pessoa com Deficiência vitima de uma PC – Paralisia Cerebral,  Cinthian teve a oporturnidade de despertar nas crianças muitas curiosidades do mundo inclusivo como

·         A independência de uma pessoa com deficiência

·         A quadrilha inclusiva

Assim como nos professores, o baillet inclusivo foram um dos pontos que mais depertaram curiosidades nas crianças, como uma pessoa com deficiência é capaz  de  dançar baillet? já que ela depende de suas proprias pernas. Então uma derteminada aluna pode interroper a professora  e perguntou:

- tia, o  baillet inclusivo?  Como assim o bailet inclusivo? Se nem eu que ando não sei dançar baillet, quem dirá uma cadeirante

- A Inclusão é simplismente mágica, Responde Cynthian e continuando a sua explicação.

Não conheçemos o mundo da inclusão, talvez por preconceito, mais o mundo da inclusão é encantador, e diante dele uma pessoa com deficiência é capaz de fazermos coisas que jamais podemos imaginar, o Baillet por exemplo é um delas, vimos em uma bailarina a magia dos pés, já em um baillet inclusivo muitos vão por curiosidades e, por um segundo nós surpreendemos, pois  vimos neles a magia que tem uma simples cadeira de rodas.

 

Cynthia continua empolgada com a atenção dos alunos e segue a diante na sua explicação:

   

    Muitas pessoas relatam que quando  um ser vem ao mundo com deficiência, a população enxergam como motivo de “castigo” ou também dizem que “devem está pagando algo que fizeram em outra vida” mais já eu, como autora e uma pessoa com deficiência não vejo assim, até porque assim como todos uma pessoa com dêficiencia, assim como todos vem ao mundo em um corpo de bebê e os bebês são frágeis, inocentes não tem maldade no coração e desconhecem o mundo, então, como eles irão pagar por algo que nem eles mesmo sabem?

Defendo a questão que quando uma pessoa com “Deficiência” vem ao mundo ela vem com uma missão, e uma linda missão, ensinar para as pessoas que nada é impossível. Sei que, ainda estamos no ano de 1996, e ainda  moramos em uma cidade pequena como a cidade  Felipe Guerra interior do RN,  é raro ver uma pessoa com deficiência em nosso meio, mais nas cidades grandes, é mais comum, conquistando o seu espaço no meio da sociedade, e no futuro, talvez nos anos 2010 ou 2015, quando vocês atingirem a fase adultas, essas pessoas irão ser mais vistas, sejam em salas de universidades ou até mesmo em ambientes de trabalho, e vocês, crianças de hoje, não poderão se admirar, pois saberão que essas pessoas com deficiência tem o direito de viver suas próprias vidas assim como a gente. Então uma determinada aluna perguntou:

- Tia então tudo o que a minha mãe me ensinou sobre a deficiência esta errado?

 

Cinthia pôde se sentir um pouco confusa com a aquela pergunta, procurando as palavras certas para responder, sem que desmanchasse o conceito que a sua mãe havia formado em sua  cabeça sobre as pessoas com dêficiencia, e então respondeu:

- Não, não é que o que a sua mãe ensinou sobre a deficiência esteja errado, é porque esse conceito sobre “Deficiência” cada pessoa tem a sua opinião, atualmente essas pessoas estão conquistando cada vez mais o seu espaço no mundo, assim como todos, deixando de estudar em ONGS e passando a frequentar uma escola regular como todos nós. Vocês querem saber mais sobre esse ballet inclusivo?

E assim todos os alunos responderam

E cynthia seguiu a sua explicação

                      Muitas pessoas enxergam o baillet inclusivo como coisa de outro mundo, ou talvez algo imaginário, mais sim, ele existe sim, assim como todos, uma pessoa com deficiência tem o poder de desenvolver o seu  lado artístico, e  isso é bom para a sua autoestima, pensado como forma de preconceito que as população em que vivemos tem com essas pessoas acredito  que quando falamos em um espetáculo inclusivo, as pessoas com certeza têm a curiosidade de  olhar apenas por pena, por acharem  que em uma platéia de teatro durantes esses dias que acontecem esses espetáculos  não irá dar ninguém, talvez só os familiares dos deficientes que estão se apresentando. Mais, pensou errado, quando chegam lá ao invés de chorarem de pena irão chorar de emoção ao verem de perto o que é que uma simples cadeiras de rodas é capaz de fazer. Tive a oportunidade de lê sobre o baillet inclusivo em um determinado site em que a autora  é vitima de PC – Paralisia Cerebral esteve a oportunidade de participando pela segunda vez,  e o texto é encantador. Finalizando a sua explicação Cynthian perguntou para a turma:

- E ai, diante de tudo isso que foi falado hoje, aqui em sala de aula

- Tia, eu acho que essas pessoas são como a gente, e tem a plena condição de ter a sua vida normal assim como nós.- É isso ai


já estava quase finalizando o ano letivo só restavam apenas três meses para as férias de final de ano, durante o período Cinthia já haveria falado muito sobre as pessoas com deficiência e como as crianças haveriam compreendido e passado a ter uma visão diferente e menos preconceituosa sobre essas pessoas, uma visão completamente diferente do que algum dia os seus pais ou até mesmo familiares haveriam construído sobre o que era as pessoas com deficiência, chegou a hora de Cynthia falar sobre um temo mais importante a “INCLUSÃO”  e o principal motivo em que ela estava sempre tocando no assunto durante o ano que seria a chegada da Rebeca no ano seguinte, com certeza os alunos irão tirar de letra e diante todos aqueles ensinamentos, as crianças iriam receber a nova aluna muito bem.

Então Cynthia pode iniciar a aula com a seguinte pergunta:

- Inclusão, vocês já ouviram falar sobre o termo Inclusão crianças?

E todos responderam

- Não tia, o que é?

- A inclusão, é quando incluímos uma pessoa com deficiência em nosso meio, seja em nossas brincadeiras ou até mesmo em nossos grupo de amigos, vocês seriam capazes de incluir uma cadeirante em suas brincadeiras crianças?

- Tia sim. Responde Bianca, uma de suas alunas


 

E então Cynthia perguntou:

- E porque antes vocês não seriam capazes de incluir pessoas com deficiência nas brincadeiras com vocês?

- Ah tia, porque o que o nossos pais ensinaram para a gente eram que essas pessoas com deficiência eram eternos bêbes, mais agora sabemos que não é, elas só tem uma forma diferente de falar ou de andar, mais são crianças como nós.

                    Diante aquele comentário, Cynthia pôde se sentir orgulhosa dela mesmo,  e          já estava na hora de contar sobre a chegada da nova aluna Rebeca, agora ela poderia contar sem medo da reação das crianças por a nova aluna ser uma aluna com deficiência, com certeza elas iriam receber direitinho e incluírem em todas as brincadeiras, assim como ela haveria ensinado, e então seguiu com o seu objetivo final, com uma pergunta para os alunos:

- Vocês sabiam que no próximo ano em nossa sala irá chegar uma coleguinha cadeirante?

- E é tia? Qual o nome dela?

- Rebeca, e vocês tem que me prometerem que iram receber a colega de vocês muito bem, e irão incluir em tudo. Responde Cynthia

- Sim tia, Responde todas as crianças.

Ah! Crianças...Crianças tem um olhar encantador, mesmo na época dos anos 1996 com a inclusão não sendo muito vista mais, não tem maldade no coração, para elas, a chegada de um novo amiguinho  é sempre um motivo de festa, mesmo ouvindo sempre dos seus pais que essas pessoas com deficiência são seres incapazes de desprezarem nem de fazerem preconceito, gostam sempre de experimentar o novo, como por exemplo nova maneira de reveintarem a brincadeira só para incluir aquele amiguinho com deficiência, e mesmo ainda não conhecendo a nova coleguinha mais compreendia como era a nova aluna que iria chegar no próximo ano letivo.

Thaisa, uma das alunas de Cinthia, apesar da idade, mais era uma criança muito amadurecida enquanto Cinthia falava sobre Rebeca, a menina pode se lembrar que também tem uma priminha que era cadeirante e na casa dos seus tios eram tudo adaptado com portas largas banheiros acessíveis e os cômodos sem batente, um dia haveria perguntado a sua mãe porque que a aquela casa era diferente das demais, e então a sua mãe explicou que aquela seria uma casa adaptada por causa de sua priminha que era cadeirante e isso ficava melhor da sua prima se locomover pela casa.

Thaisa ao se recordar daquela conversa que teve com sua mãe, a menina pode fazer uma pergunta que chamou atenção da professora:

- Tia, já que essa aluna é cadeirante, como ela irá poder se movimentar dentro de nossa escola?

- Como assim? Perguntou a professora

E então a aluna seguiu a sua linha de raciocínio

]
     - Tia, eu tenho uma prima cadeirante e sei como é a casa dela é toda espaçosa, e, ao se recordar da casa dela e o que meus pais sempre falam para mim, sei que para recebemos uma amiguinha cadeirante a escola precisa de

·         Rampas

·         Ter portas largas facilitando o acesso de cadeiras de rodas

·         Banheiros acessíveis

·         E mesas e balcões do nosso refeitório mais baixas

 

             Cynthian se surpreendeu com aquela observação daquela aluna, Taisa é uma criança encantadora e todas elas tem o coração puro e sincero, Realmente,  ela estaria certa, se a escola pretende receber uma aluna com deficiência a equipe pedagógica não só deve se preocupar com a recepção, mais sim principalmente com a acessibilidadade para que o aluno possa se locomover dentro das dependências da escola. E infelizmente já estava chegando ao final de  mais um ano letivo e com certeza, a equipe pedagógica ainda não tinha pensado nisso na adaptação da escola para receber uma criança cadeirante.

A professora, achou tão interessante a observação daquela aluna que pediu que levasse a ideia para tia Larissa a diretora da escola, com  certeza ela iria amar ouvir esses conselhos de uma aluna.



Thaisa, uma criança adorável que sempre interagia com Cynthia muito bem quando ela falava sobre o receptivo assunto, a menina teria o corpo de criança, mais por dentro era uma mini – adulta , mesmo ainda sem ter o entedimento ou nem ter visto um alguém com deficiência mais já olhava essas pessoas com olhos de amor e com o desejo de ajudar, e até mesmo de se colocar no lugar da sua futura amiga cadeirante que ainda iria conhecer, capaz de se preocupar com o seu bem – estar e com o seu trajeto dentro das dependências escolar. A professora então, ao observar toda a maturidade daquela aluna perguntou:

- Thaisa, você seria Capaz de levar a sua ideía para tia Larissa? ela com certeza iria adorar

- Claro tia. Responde a aluna

      Seguindo os conselhos da professora, e aproveitando que a Diretora estava dentro das dependências da escola, professora Cinthia pode mandar logo a sua aluna levar a sua ideia para Larissa, a diretora da escola, realmente, Thaisa, mesmo pequena mais teria razão a equipe escolar estava preocupados somente em saber como as crianças iriam receber a nova aluna que teria deficiência, mais não se preocupou com o mais importante, a estrutura escolar, o espaço onde a equipe pedagógica oferecia para receber  aquela aluna, infelizmente não seria nada adptado para uma cadeirante. Thaisa ao abrir a porta da sala da diretoria perguntando:

- Tia Larissa, posso falar com você?

- Bom dia Thaizinha, é claro que pode, aconteceu alguma coisa?

Respode Larissa, com outra pergunta

- Não, é porque tia Cynthia falou que vai chegar uma nova aluna na minha sala é verdade?

 

- É é sim, o nome dela é ela Rebeca, ela e cadeirante, e eu queria muito que vocês recebem muito bem e que fosse amiga dela..

- É.. a tia Cynthia falou muito sobre a deficiência e a importância da inclusão, que algumas vezes precisamos reiventar as brincadeiras, só para incluir eles, e hoje explicou que durante o ano todo a, maioria das vezes, ela tocava sobre este assunto com um objetivo, que no ano que irá entra vamos receber uma cadeirante em nossa sala de aula.



T$ttttt  Thaisa então pode seguir a sua linha de raciocínio

           - A escola só estava preocupada em como a gente irá receber a nossa nova amiga se iriamos excluir ou maltratá-la apenas porque ela teria alguma deficiência e estava em uma cadeira de rodas, mais vocês esqueceram do detalhe mais importante, a Estrutura da nossa escola. Tia, como é que essa nova coleguinha irá se locomover em uma cadeira de rodas dentro da nossa escola?

                  Larissa, olhou para a menina muito admirada, realmente aquela aluna teria toda razão, durante aquele ano a equipe só estava preocupados em como as crianças iriam receber Rebeca, se elas iriam maltratar ou excluir a menina do grupo, apenas por ser deficiente, mais pode esquecer do mais importante, A menina estaria em uma cadeira de rodas, como ela irá se locomover dentro das dependências da escola se não teria nada adaptado? o ano letivo já estava chegando ao fim, se realmente Larissa quisesse receber a menina no novo ano letivo precisaria agie rápido pois  infelizmente a sua escola não era nada acessível. E com certeza viria uma baita de uma construção que a sua  equipe iria enfrentar pela frente. Tendo em vista toda maturidade e aquela interação daquela aluna, Larrissa perguntou:

- Thaisa, você terá alguma ideia que possa ajudar agente?

- Sim inclusive já acabei de falar para tia Cynthia, a escola precisa de

·         Rampas

·         Ter portas largas facilitando o acesso de cadeiras de rodas

·         Banheiros acessives 

·         E mesas e balcões do nosso refeitório mais baixas

Ou seja tudo isso é essencial para uma escola que pretende receber uma cadeirante, infelizmente se a escola não tiver locais acessíves, será impossível o trajeto de uma cadeirante.


Diante de todas as observações vindo da pequena Thaisa, a diretora se surpreendeu afinal, aquela aluna era apenas uma criança, parecia mesmo que a pequena Thaisa conhecia perfeitamente o que seria

ü  A inclusão

ü  E o que seria um local acessível

Thaisa mesmo ainda sem ter o conhecimento sobre a inclusão apenas só com a convivência com sua prima e  pelas explicações de Cynthia durante todo ano letivo, foi capaz de compreender o que é uma pessoa com deficiência, e os desafios enfrentando por elas, principalmente de uma cadeirante que para andar precisa de um par de rodas que substitui suas pernas. Diferentemente de algumas crianças, assim quando soube da chegada de Rebeca, sua nova amiguinha de classe se preocupou logo com o seu bem – estar dentro da escola.

Então, se Larissa quisesse manter a sua palavra com Paula e aceitar Rebeca em sua instituição, teria que agir logo, o final do ano já estava batendo na porta e a escola teria um grande serviço pela frente. A reforma da escola poderia ser longa, talvez, o serviço durasse até após o próximo ano letivo começar pois teria que mexer com toda a sua estrutura da escola, mais era uma reforma que valeria a pena, pois a Escola  seria a primeira instituição ao se tornar acessível da cidade de Felipe Guerra –RN.

Assim como a equipe pedagógica haveria previsto, foram dois meses intensos de reforma na escola dos sonhos, mais valeu a pena, a escola virou outra, foi como se estivesse derrubado todo aquele prédio e construído outro, um mais acessível preparado e todo adaptado para receber qualquer aluno com deficiência.

O ano de 1997 finalmente começou , Paula logo após as festas de final de ano foi novamente na Escola dos sonhos, diferentemente do ano passado mais, desta vez, não foi com muita esperança já que no ano passado tinha ido e a diretora teria mandado voltar no ano seguinte, mais quando chegou na instituição teve uma grande supresa, a escola estava totalmente diferente e acessível para receber Rebeca

 


 

Finalmente, Fevereiro de 1997, chegou,  mais uma nova etapa da vida da Rebeca estava iniciando, agora, assim como toda criança ela irá ter a oportunidade de iniciar a sua vida escolar. Em seu primeiro dia de aula, Paula estava mais ansiosa do que Rebeca, era uma mistura de ansiedade e preocupação sempre imaginar

·         Será se a minha filha irá se adaptar?

·         Como será que os outros alunos irão recebe-la?

·         Será que ela irá ser desprezada?

·         Ah!! E se Rebequinha não se adaptar, for isolada, e se desconstruir e ideia que plantei em sua mente sobre o que séria um ambiente escolar.

                     Mais chegando lá Paula teve uma grande supressa, as crianças da turma de Rebeca já estava todas reunidas ansiosas para conhecer a famosa Rebeca, que logo de cara a menina deu e foi bem acolhida por todas as crianças da turma.

A equipe Escolar da escola dos sonhos, desenvolveu um belo trabalho no ano de 1996, assim como Larissa havia prometido a Paula. Cynthia a professora de Rebeca havia desenvolvido um belo trabalho no ano interior relatando para as crianças sobre a importância do incluir, e que não devemos julgar nem isolar ninguém só porque estão em uma cadeiras de rodas. Sim, ao contrario de vocês crianças que correm no parquinho da escola, uma criança cadeirante também é capaz de correr

- Mais como, sé ela não tem o movimento das pernas?

                Sim, não tem os movimentos das pernas, mais tem o uso das mãos e dos braços e principalmente de um  par de pneus que se tornam os seus pés, e podem correr e brincar assim como qualquer criança, afinal, um cadeirante é uma criança comum, e pode ser uma criança cheia de energia e feliz e pode ser incluído, em todas as brincadeiras. Basta os seus colegas usarem a imaginação para  reveintarem uma brincadeira. 


 E foi assim que a professora Cynthia trabalhou durante todo o ano de 1996,  substituindo o termo “adaptar a brincadeira” por “reveintar a brincadeira” e diante todo aquele o aprendizado que ela foi capaz de despertar nas crianças mostrando o outro lado da inclusão, uma visão completamente diferente do que os seus pais haviam ensinado sobre o que séria uma pessoa com deficiência, as crianças chegaram á conclusão que não importa que seu amigo esteja em uma cadeira de rodas, mais somos todos iguais, se uma brincadeira não der pra ela participar, nós reinventamos e se divertimos junto. E no primeiro dia de aula da Rebeca, o medo de Paula pode passar e ela pode deixa-la Rebeca na Escola mais aliviada, quando deu de cara com as crianças correndo ao encontro da filha, ansiosos para conhece-la.


Eu, Mirelli Luzia Silva Costa autora dessa página, apresentei para vocês durante esse mês de março o meu terceiro projeto de cotação de história "Conhecendo a Inclusão", é o primeiro voltado para o uso dos professores em sala de aula. Quando tive a ideia de desenvolver o projeto, pensei logo em uma linguagem facilitada e de fácil entendimento não só para os professores, mais sim para os alunos, em um material bem ilustrativo visando sempre o objetivo de que as imagens possa chamar atenção da criança voltada para história e, antes mesmo que o professor possa dar continuidade a história a criança já consiga imaginar o que irá acontecer em seguida.

 Sabemos que uma pessoa, ou melhor, uma criança com deficiência nos dias atuais, não são mais vistas pela sensação de medo como as outras crianças como antigamente que tinham em relação a nós, agora essas crianças com deficiência são enxergadas com mais naturalidade, algumas delas, ainda sem nem conhecer aquele colega que possui deficiência, já tem o prazer de ajudar, já se aproximam deles em busca de fazer amizade, ou até mesmo de ajudar aquele coleguinha, porém, já existe alguns que já não pensam assim, alguns ainda tem aquela sensação de medo daquele coleguinha, e como cada vez mais essas pessoas com deficiência estão conquistando o seu lugar no mundo e tendo acesso a escolas regulares, acredito que o dever enquanto educadores é fazer com que o aluno seja incluído e jamais desprezados pelas outras crianças.

Pensando nessa possibilidade de que, infelizmente ainda existem crianças que tem aquela sensação de medo ao verem uma criança com deficiência, escrevi a história Conhecendo a inclusão na época dos anos 90, ainda quando as crianças sentiam medo de se aproximar dessas pessoas que possui deficiência, abordando alguns pontos da minha vida, com objetivo de repassar para as crianças que aquele amiguinho de sala que possui deficiência ele pode ser capaz de tudo, ele tem condições de ter uma vida normal  assim como eles a única diferença é que ele possui limitações, mais isso não impendem a nada.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O poder que uma cadeira de Rodas tem

A importância da fisioterapia na vida de uma pessoa com deficiência

A Escritora de a vida de um especial no programa Semeando Inclusão