O poder que uma cadeira de Rodas tem
Aos 29
anos de idade, tive o prazer de estar participando pela segunda vez do
espetáculo “a Magia da inclusão”. Mas, o que é a magia da inclusão? É um lindo
espetáculo e encantador onde pessoas com deficiência tem o poder de mostrar
para a sociedade que são deficientes sim, mais jamais incapazes. Deus nos fez
deficientes, com o único objetivo, para mostrar para as pessoas que nada é
impossível.
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| Arquivo da internet |
Agora quero fazer uma pergunta ao público:
- vocês conhecem o
poder da inclusão? O que uma cadeiras de rodas é capaz de fazer?
- Não, o que?
- Ela pode tudo, pode
até ser uma bailarina
- Uma Bailarina? Mais
uma Bailarina não precisam de pernas para poder dançar e mostrar o seu talento?
- Não
- Como assim?
Assim
como todo mundo tem o poder de desenvolver o seu lado artístico, nós pessoas com
deficiência também temos, não é porque andamos com dificuldades ou algumas são
cadeirantes que somos incapacitados pelo resto de nossas vidas, Deus nós dá o
privilégio de termos nascido assim, com uma linda missão de mostrar para a
sociedade que assim como todos nós, pessoas com deficiências somos capazes de
tudo e com isso, podemos ensinar para as pessoas coisas que que ela jamais imaginarão que irão aprender com agente pessoas com
deficiência.
De acordo com o meu conhecimento, depois que entrei no fórum das mulheres com deficiência, a cadeira de rodas é vista como uma independência das pessoas com deficiências principalmente para aquelas que não podem andar ou tem dificuldades para andar, para um longo trajeto, assim que nem eu, viemos ao mundo com deficiência não foi à-toa, mais sim com uma missão de mostrar para a sociedade que assim como todos também temos o poder de tirar lagrimas das faces das pessoas, mais não de pena como vocês estão achando e sim, de emoção das pessoas se surpreenderem com o talento de uma cadeirante.
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O mundo encantado da
inclusão, nele existem várias coisas que você pode surpreender ou melhor, achar
que e coisa de outro mundo, afinal, uma pessoa com deficiência são capazes de
desenvolver tantas habilidades que parecem coisa de outro mundo, como por
exemplo, uma bailarina dança baillet, como um cadeirante é capaz de dançar
baillet sem as penas? E somente usando um par de rodas?
Dizem que nós, pessoas com
deficiências, somos mágicas, fazemos sempre o impossível parecer possível, mais
não somos mágicas, apenas são as pessoas que nos jugam e que infelizmente não
tem a curiosidade de conhecer o nosso mundo, talvez por pensarem que só porque
andamos com dificuldades, ou então, precisamos de uma cadeira de rodas, o nosso
mundo é sem graça. Mais pensou errado, o nosso universo ele é encantador, e sou
muito grata de fazer parte desse mundo, que é o mundo da inclusão.
Para muitos que ainda tem o conhecimento
com a inclusão a maioria das coisas é impossível, pois muitas pessoas
desconhecem o valor dos recursos que usamos para facilitar a nossa vida como um
recurso de independência como por exemplo, o uso de um andador, de uma cadeiras
de rodas ou de muletas, mais já para nós pessoas com deficiência o uso desses
objetos são fundamentais para a nossa independência, isso é possível sim, pois
viemos a este mundo com uma missão enviada por Deus, missão de mostrar para as
pessoas que o impossível não existe, e que infelizmente o impossível são as
pessoas que criam.
Através dessa missão enviada por Deus, e diante tanta
responsabilidade que Deus nós depositou quando formos enviados para o mundo, se
sentimos privilegiados, fortes e capacitados para enfrestamos os desafios, onde
enfrentamos sempre com garra e sabedoria, sem medo de errar e sem medo diante o
percurso do caminho, que com certeza deixam um pouco de sabedoria nas pessoas.
A magia
do inventar e do reveintar é algo magnifico, e quando tem um olhar inclusivo
deixa nós pessoas com deficiência mais motivados, talvez, uma brecha em meio de
milhares de pessoas que existem no meio da sociedade, em busca do nosso
reconhecimento, um reconhecimento sobre o mundo inclusivo, um olhar mais
afetivo, repassando para as pessoas que somos deficientes sim. A inclusão não
deviam estar apenas no meio das pessoas com deficiência mais sim, no meio de
todas as pessoas, afinal, somos iguais a eles, apenas com um detalhe especial,
viemos ao mundo com uma missão de trazer ensinamento para sociedade para
mostrar que tudo é possível, até para quem precisa de uma cadeira de rodas para
se locomover.
A
minha deficiência foi causada na hora do parto, mais confesso não conhecia o
mundo da inclusão, e se sentir orgulho em fazer parte deles. Se existiu outra
vida antes dessa desconheço, não sei quem eu fui, mais antes de viajar por essa
vida Deus me escolheu e me deu uma missão, a missão de ser guerreira, com a
função de ensinar para a sociedade que o significado da palavra impossível não
existe, e infelizmente é o povo que cria.
Diante
do meu amadurecimento sobre a inclusão, a minha vida deu uma reviravolta, como
se estivesse renascido aos 26 anos de idade, quando finalmente encontrei o meu
mundo que é o mundo inclusivo. Através dele a minha vida mudou, e mudou para
melhor, ocorrendo rapidamente maturidade e mudança em meu comportamento e
finalmente passei a agir como uma adulta com deficiência que é o que realmente
sou.
O
meu crescimento sobre o mundo inclusivo me ajudou a amadurecer, a ter mais
garra, olhar para a minha vida com mais orgulho, se sentindo orgulho de quem eu
sou, pensar não apenas no sonhar como algo distante e na certeza de que iria
conseguir, mais sim, sonhar no agora e na certeza de que vou conseguir, pois
sou uma guerreira.
A
minha entrada no mundo inclusivo, ampliou os meus conhecimentos sobre a
inclusão, pude conhecer vários recursos que facilitam a vida de uma pessoa com
deficiência, como por exemplo o uso de uma cadeiras de rodas, uma cadeira de
rodas não é somente para quem não anda, e não é sinônimo de dependência na vida
de um ser humano, assim como todos e inclusive eu pensava, pelo contrário, o
uso da cadeiras de rodas é sinônimo de independência na vida de uma pessoa com
deficiência e com ela podemos fazer coisas incríveis.
Por
exemplo, eu não sou cadeirante, mais hoje a cadeira de rodas faz parte da minha
vida, não para andar em meu dia – a – dia mais sim, para me apresentar,
desenvolver o meu lado artístico que existe dentro de mim. E são através dessas
apresentações pelo qual hoje participo na cadeira de rodas, posso colocar todos
os sorrisos presos que atualmente estão dentro de mim para fora se sentindo
feliz e motivada por estar naquele meio que é o meu verdadeiro mundo.
Como foi citado a cima, no
ano de 2025, aos 29 anos de idade, e neste sendo determinado ano uma
pessoa mais madura, com conhecimentos mais amplos sobre a inclusão, o que é a
deficiência, e o que é uma pessoa com limitações, através da minha entrada e
diante a minha convivência no forúm das mulheres com deficiência venho
adquirindo mais maturidade com a inclusão tento readaptar os meus textos, de
uma forma que interresse e chamem a atenção dos meus seguidores de uma forma
que após a leitura daquele texto possa repassar alguma aprendizagem para os
meus seguidores, afinal, este pelo menos devia ser o objetivo de todo autor.
O outro lado da palavra
guerreira
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| Acervo do autor 26 anos de idade |
Cresci ouvindo as pessoas me
chamarem de guerreira, mais não dava a mínima para essa palavra, talvez
desconhece o seu significado, não sabia o significado de superação, e hoje,
diante todos os ensinamentos que eu tenho com o fórum das mulheres com deficiência
pude tomar conhecimento dessa palavra, sou uma pessoa com deficiência e hoje
sinto orgulho de quem eu sou e da pessoa que me tornei.
Ao adquirimos o entendimento da
nossa deficiência e voltamos ao passado diante tudo o que já passamos é que se
sentimos orgulho de ter vindo ao mundo como um ser com deficiência, temos mais
garras para lutar e trilhar pelos nossos sonhos e ir em busca dos nossos
objetivos, lutar em busca e na certeza de realizar e após a nossa realização
descrever todo o nosso percurso com o único objetivo, objetivo esse de motivar
as pessoas.
Me sinto tão motivada quando
realizo um sonho, mais motivada ainda ao descrever todo aquele trajeto daquele
sonho, pois sei que essa é a minha missão aqui na terra, de ter vindo ao mundo
com uma pessoa com deficiência, ser uma menina sonhadora e ter a facilidade de
descrever todo o percurso de um sonho realizado em um pedaço de papel com o
único objetivo de motivar as pessoas a jamais desistirem pelos seus sonhos,
afinal, este é o objetivo da escritora A vida de um Especial.
Desde
dos primeiros dias de ensaios que eu pretendia desenvolver um texto para ser
postado nas véspera do espetáculo, relatando para os meus seguidores que diante
aquele determinado dia eu estaria participando de um evento inclusivo,
adquirindo mais conhecimentos e experiência sobre o determinado assunto,
pretendia estar elaborando semana antes do espetáculo para que, com isso, o
texto ficasse mais elaborado, e que conseguisse atingir o meu único objetivo
que era transmitir um conhecimento para seguidores da minha página o que seria
o espetáculo Estrela, com o objetivo de que eu, conseguisse despertar uma certa
curiosidade nas pessoas e atrair a atenção delas envolta do grande espetáculo.
Mais infelizmente semanas antes do espetáculo tive vários problemas pessoas que
não deram para elaborar, e sim, elaborei mais não foi como havia planejado e sim,
nas presas.
No dia 18 de setembro de 2025, já com o espetáculo batendo na
porta, finalmente pude elaborar um texto com o seguinte tema “ Um mundo
encantador, o mundo inclusivo "mais achei que o tempo de produção era pouco
demais e que não iria conseguir passar o que havia planejado para o público, um
pouco de conhecimento do que séria o espetáculo estrela, pretendia estar
lançando a seguinte pergunta para eles:
- Como vocês imaginam uma bailarina cadeirante?
E
com isso pudendo despertar mais curiosidade aos leitores para poder assistir ao
espetáculo, mais o período de produção foi muito curto, e não achei que as
informações descritas no texto não deram para repassar nem o começo do que
haveria planejado. Ao finalizar o texto tive a ideia de mostrar para o nosso
coreógrafo Ayjalon, e então ao ler o texto ele falou “Lelinha, seu texto está
ótimo, vou ler para as meninas durante o ensaio” na hora pude me sentir
insegura e pedir a ele para não ler, sim porque essa era a minha opinião, eu
tenho deficiência, mais não sou cadeirante, será que realmente iria conseguir
me colocar no lugar delas? E se eu falasse no texto alguma coisa com que o
magoasse? Pude me sentir insegura e mesmo o coreógrafo me tranquilizando dizendo
que havia gostado do texto e que havia mostrado ao diretor do espetáculo e ele
haveria gostado, e que iria ler sim durante o nosso último ensaio.
Como já citei em outros textos, a minha
deficiência foi adquirida na hora do nascimento, sempre fui bem aceita nos
cantos seja eles escolas ou universidades, não tinha problema de me relacionar
com as outras pessoas, e sim, talvez, vergonha, não pelo o meu jeito de ser,
mais apenas o medo das pessoas não me compreenderem. Ao lado das outras
pessoas me sentia um alguém fechada ou antipática, por mais que, sentisse vontade
de interagir mais o medo delas não me compreenderem falava mais alto.
Mais a minha vida mudou ao conhecer o mundo
inclusivo, que é o meu verdadeiro mundo, o mundo da inclusão, me fez renascer,
e através daquelas meninas passei a ver
como um exemplo para a minha vida, que eu pudesse ver como um espelho,
com um alguém que pudesse me inspirar para que eu pudesse ter autonomia, pensar
na vida com mais maturidade, correr atrás dos meus sonhos de liberdade e
independência. E através delas encontrei esse espelho, afinal, todas tem as suas
limitações e tem suas próprias vidas com independência.
Aos 27 anos de idade, pude ter a minha primeira
participação no espetáculo estrela, um projeto encantador e emocionante, tanto
para o roteirista do espetáculo, a quem teve a incrível imaginação de escrever,
quanto a de apresentar, e principalmente para quem está na plateia que com certeza choraram rios de lágrimas, não de tristeza e sim de emoção, que
durante o espetáculo eles viram cenas
que jamais foram capazes de imaginar. Varias bailarinas em suas cadeiras de
rodas, e com isso conseguem ver o poder que uma simples cadeiras de rodas tem.
Sou deficiente, mais não sou cadeirante, mesmo assim,
descobrir o poder que uma cadeiras de rodas tem na minha vida, não só na minha vida,
principalmente na vida dos cadeirantes, elas trazem sensação de liberdade e
autonomia para algumas pessoas que possui limitações, atualmente a cadeira de
rodas faz parte da minha vida e através do fórum das mulheres com deficiência
descobrir o lindo poder que ela tem.
Confesso,
estava um pouco ansiosa com a leitura desse texto, até porque se colocar no
lugar do outro não é fácil, sei que todas as pessoas com deficiência, mais os
desafios são diferentes, uns andam como é o meu caso, já outros dependem de
rodas, suas pernas, são um par de rodas, as vezes tenho medo de magoar, até
porque com algum deslize falar alguma coisa que podem magoar um cadeirante
machucam e muito, sou deficiente e tenho o coração sensível, e acredito que
todos os deficientes também tem. Com a leitura do texto para as minhas colegas
do grupo, estava um pouco ansiosa e insegura, com medo de magoá-las e de não
conseguir se por no lugar delas, até porque como citei a cima o período de
produção foi pouco, achava que não iria conseguir repassar o que queria, mais
me surpreendi com a reação delas, todas elogiaram o meu texto e algumas até
choraram de emoção. E com aquela reações delas pude me sentir orgulhosa de mim
mesma.







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